Criatividade: um recurso humano

Fonte: rh.com.br

Ser criativo nem sempre é trazer novidades ou ingressar a lugares para criar situações novas. A criatividade está ligada ao fato de gerar ideias. E para isso acontecer você estará relacionando-se efetivamente com pessoas, com objetos e situações, colocando em prática seus conhecimentos, habilidades e atitudes e adquirindo tantas outras.

Desse relacionamento vinculado aos questionamentos, e de você conseguir enxergar novas situações e práticas, você estará percorrendo um caminho desconhecido fazendo de você e seus insights uma pessoa criativa capaz de multiplicar experiências e estratégias.

Fica evidenciado que uma pessoa criativa é aquela que sempre está disposta a deixar padrões e rotinas, indo ao encontro do novo e do que podemos criar para nós mesmos ou multiplicar para nossa equipe de profissionais.

Se nós fizermos uma experiência de sair da rotina, certamente descobriremos alternativas benéficas para uma série de situações e conquistaremos um resultado final com grau de satisfação diferente e que esse diferente possa ser percebido com muito mais qualidade pelos nossos pares, nossos clientes ou por nós mesmos.

Um dos fatores que colabora, para que consigamos caminhar no sentido da criatividade é ter claro a mudança que pretendemos e estar direcionado e focado para o que se deseja mudar ou criar, e não deixar que as respostas prontas conhecidas e que os outros praticam percorram o caminho da mesmice.

Não podemos excluir de nós a possibilidade de buscar alternativas, e fazer com o nosso aprendizado e conhecimento nos tornem aptos a criar novas opções de reflexão, capaz de transformar essa atitude e tomarmos iniciativas de assumir novos caminhos, novos projetos e algo concreto, para que possamos criar alternativas de fazer as coisas e que isso desenvolva em nosso pensamento o fato de estarmos sempre convivendo com novidades e mudanças, investindo no fazer, mas no fazer diferente, utilizando o que de fato podemos descobrir e não sentirmos limitado na questão de mudanças.

O tema criatividade vinculado ao mundo corporativo é uma ação que sempre estará presente como, por exemplo, uma campanha publicitária onde enquanto não surgir um novo produto, a empresa e o seu departamento de marketing terão de ser criativos, buscando novidades mercadológicas. Afinal temos exemplos de produtos que já possuem bons tempos na mídia, e nem por isso podem ficar sem divulgação criativa através de pessoas com essa competência que criam novas expectativas nos consumidores e nós saímos às compras.

A criatividade está ligada ao mundo competitivo, à situações que provocam mudanças e à necessidade de alternativas múltiplas, no sentido de encontrarmos produtos, serviços e pessoas capazes de propiciar mais qualidade; a busca contínua de aprendizado e de novas experiências que agreguem valores ao ambiente profissional e na própria visão de mercado e que contribua na otimização de resultado.

A pessoa criativa aprimora-se em informações e conhecimento, adquire a capacidade de transmitir essas informações e, quem sabe, algo do que ela criou. Agora, quando nos deparamos com pessoas criativas temos que dar total apoio para elas, temos que investir nessas para que elas sejam as multiplicadoras de ações e provoquem transformações. Com isso, conseguimos outras pessoas com essas características e o que nos dará a certeza de que sempre teremos algo novo para planejarmos com criatividade e valorizar esse recurso humano.

Panelinhas no trabalho prejudicam a produtividade

Fonte: Elaine Saad - Profissional em Foco

Pare por um minuto e observe as atitudes de uma criança. Verá que muitas das coisas que somos quando adultos começam desde cedo. Nossa natureza nos faz agir, reagir e nos comportar de maneira muito peculiar e exclusiva, própria de cada ser humano. É uma combinação do que somos com o ambiente em que fomos criados.

Quando observamos os grupinhos de jovens que se formam a cada dia nos colégios, condomínios, clubes, entre outros lugares, conseguimos identificar algo muito interessante.

A primeira observação é a de que as pessoas se agrupam por alguma identidade, seja de interesse ou de comportamento. Mais do que se agruparem, elas elegem outra turma para competir. Sem competição não tem a menor graça, já que eleger um vencedor é um atributo importantíssimo para esses grupos.

Trazendo esse cenário para as organizações, novamente reparamos que as atitudes se repetem. Se você tiver a oportunidade de analisar diversas empresas, certamente chegará ao denominador comum de que a formação de “panelas” é um dos principais motivos pela não obtenção de resultados.

É incrível ver pessoas adultas, supostamente maduras, brigando por espaço, discutindo por interesses pessoais, competindo para provar pontos de vista que nada agregam para o negócio, mas agregam para eles próprios. Neste caso, vão para casa mais felizes por terem conseguido mandar um e-mail para o chefe falando mal de alguém ou por terem conseguido atacar o outro numa vingança infantil e sem fundamento.

No final, este funcionário encerra o seu dia com uma sensação boa, de vitória, mesmo que não tenha conquistado nenhum resultado significativo para a organização. Cria inimigos dentro da própria empresa, além dos inimigos que o próprio mercado já impõe.

A justificativa que vejo nisso é que muitas pessoas têm insegurança do que são, do que fazem e do que representam. Elas necessitam se apoiar no bando para poder atingir algo que imaginam ser o sucesso ou a realização.

Conheci poucas pessoas de autoestima boa, que se realizam com aquilo que são e com o que fazem. Que ficam felizes pelo outro, pelo colega, que afinal está do mesmo lado. A maioria, para se perceber vitoriosa, necessita ver o outro derrotado. Luta desvairadamente por um reconhecimento, por um parabéns, por uma palavra de elogio. O que não percebe é que se o elogio não vem de si próprio primeiro, nunca o elogio do outro vai bastar, pois sua autoimagem não é satisfatória.

O papel do líder atual é lutar para que essas “panelinhas” empresariais sejam diluídas ou minimizadas. Apesar de serem da natureza do ser humano, são contraproducentes, atrapalham o desenvolvimento das pessoas e destroem a maior força contra o concorrente que é a capacidade de trabalhar em conjunto.

Melhor momento para procurar emprego é quando está empregado; mas cuidado com as armadilhas

Fonte: Emprego Certo

Ter coragem de mudar, dar novos rumos para a carreira é sempre importante para o profissional, e aquela velha afirmação de que o melhor momento para procurar um novo emprego é quando está empregado continua valendo. No entanto, alguns cuidados devem ser tomados para que esse momento de transição aconteça de forma estruturada e sem impactos negativos.

“O primeiro ponto, talvez o mais importante, é não descuidar da produtividade na empresa atual. Não é certo voltar todas as atenções para as buscas de um novo emprego e deixar cair a produtividade na função que exerce. É importante ter isso muito claro e saber separar as coisas”, aponta Adriana Gomes, professora do Núcleo de Estudos de Gestão de Pessoas da ESPM.

Para Adriana, quando o profissional começa a procurar um novo emprego, geralmente, já está desmotivado com a atividade ou com a empresa, daí a necessidade de um cuidado ainda maior para não deixar a desejar no fechamento deste ciclo na organização. “Não pode descuidar do desempenho, para sair da empresa deixando as portas abertas, com bom relacionamento e referências profissionais”, aconselha.

Outro aspecto importante é levantado por Priscila de Azevedo Costa Martins, coordenadora da Veris Carreiras - do Grupo Ibmec Educacional - a divulgação da disponibilidade para o mercado. Ela explica que o networking é, sim, relevante para conseguir novas oportunidades na carreira, no entanto, é preciso cautela e discernimento para saber como utilizá-lo. “Temos de pensar que numa rede de contatos conhecemos uma pessoa, que conhece alguém, que conhece outro, que pode conhecer nosso chefe. Então, todo cuidado é pouco. Saber como falar e com quem falar deve ser uma preocupação do profissional neste momento de transição”, diz Priscila.

As entrevistas no horário comercial
As consequências de envio de currículos e exposição para o mercado são entrevistas de emprego. Natural que elas comecem a surgir a partir do momento em que o profissional se apresenta disponível ou interessado em novas oportunidades. Mais um aspecto delicado. Sair no meio do expediente para fazer entrevistas não é uma boa opção. Inventar mentiras, consultas médicas ou coisas do tipo, também não é aconselhável.

“Tente negociar para o horário de almoço, antes ou após o expediente. Normalmente as consultorias já estão acostumadas com essa negociação, elas sabem que a pessoa está trabalhando e não pode sair no meio do horário de trabalho”, alerta Priscila. “Isso acaba sendo bem visto, porque transparece que é um profissional que se compromete com a empresa e que não vai sair e deixar ninguém na mão”, completa.

Segundo Adriana, essa possibilidade de negociação sempre existe, basta que o candidato se posicione e deixe claro o compromisso que ainda tem de cumprir com empresa atual. “O profissional tem de mostrar para a organização que está interessada nele que vai agir com profissionalismo até o último minuto. Que da mesma forma que não faria isso na empresa em que vir a trabalhar, não fará na atual”. A professora afirma que os entrevistadores costumam valorizar atitudes como essa.

Não faça leilão
Decidiu que quer um novo emprego? Ótimo, mas não faça da sua carreira ou de seu passe um leilão. “Ser convidado para uma entrevista e chegar no gestor ameaçando, definitivamente, não é a escolha certa: fui convidado para fazer uma entrevista e a vaga paga mais, você quer fazer uma contraproposta para eu ficar?”, exemplifica Priscila. Situações assim acontecem mais do que imaginamos.

Esse leilão pode custar muito caro para o profissional. “Caso esteja avaliando outra proposta, a pessoa tem de ser ética, e mais, ela pode muito bem receber um convite para fazer uma entrevista e não ser escolhida para a vaga, aí mais um motivo para não entrar num jogo com a empresa atual”, garante Adriana.

Veja mais dicas das especialistas:

  • Cuidado com quem comenta sobre o seu interesse em mudar de emprego e saiba a melhor forma de falar isso. Evite falar com colaboradores da mesma empresa.
  • Nunca use e-mail ou telefones corporativos nos dados para contato dispostos no currículo. Use informações pessoais.
  • Sempre tente negociar o horário das entrevistas e evite ao máximo sair no meio do expediente para tratar desses assuntos.
  • Não deixe a sua produtividade cair, mantenha uma imagem positiva na empresa.
  • Cumpra as suas responsabilidades até o último dia na empresa, seja ético e profissional.
  • Nunca fale mal da empresa ou gestor atual.

Jeitinhos e jeitões: duas calamidades corporativas

Fonte: Floriano Serra - rh.com.br

Em um grande número de organizações, o que não faltam são as “calamidades” comportamentais, algumas das quais, de tanto se repetirem, tornam-se crônicas e, ao mesmo tempo, folclóricas e motivos de lágrimas e risos nos corredores. Essas calamidades podem diferir na forma, mas todas têm uma coisa em comum: detonam o clima interno, acabam com o respeito aos princípios e aos valores da empresa e, por vias indiretas, comprometem as relações entre os colegas e dificultam o cumprimento dos resultados. Os “jeitinhos” e os “jeitões” constituem duas dessas calamidades - dentre outras.

Comecemos pelos “jeitões”. Quem, no seu local de trabalho, não tem ou nunca teve um colega ou chefe com um “jeitão” fora dos padrões civilizados? Tomemos o caso de um gestor que é grosseiro de doer, grita e trata seus colaboradores como se fossem máquinas ou coisas insensíveis e sem auto-estima. E quando alguém mais corajoso decide procurar a Alta Direção para fazer queixa daquele assediador moral em série, ouve do maioral: “Ah, não esquenta com isso! É o “jeitão” dele, mas no fundo é ótima pessoa… E, olha, com esse “jeitão” ele faz o pessoal cumprir todas as metas!”. E o gestor, com seu “jeitão” anacrônico, continua pelos corredores à fora machucando impunemente a equipe, protegido pela cultura interna que aprova esse “jeitão eficaz” de atingir resultados…

Anote aí: nas empresas que abrigam essa calamidade, “jeitão” é a nova palavra para definir grosseria, falta de modos e de educação, insensibilidade e total desconhecimento da arte de liderar pessoas. Isso me faz lembrar as palavras do guru em administração Stephen Covey, consultor americano, autor do best-seller “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, que vendeu mais de 15 milhões de exemplares: “A maioria das lideranças ainda está estancada no modelo de trabalhador em que as pessoas são vistas como coisas a ser controladas e reguladas. Mas hoje é imperativo ter consciência de que as pessoas são feitas de corpo, mente, emoções e espírito”. Um bom treinamento em sensibilização - com a Análise Transacional, por exemplo - consegue amenizar e em alguns casos até extinguir esses “jeitões“.

Outra calamidade são os “jeitinhos“. Diariamente, em muitas empresas, as normas, políticas, regulamentos e diretrizes são criativamente dribladas ou ignoradas por “jeitinhos“. São aqueles atalhos e “adaptações” que fogem da estrada principal que conduz ao ponto certo, visando “facilitar” o trabalho de muita gente esperta, que esquecem que isso complica e compromete a vida das organizações.

O “jeitinho” existe onde hajam profissionais sem a devida disciplina, paciência e comprometimento para cumprir as etapas e os passos, às vezes, complexos e burocráticos de algumas tarefas e processos, mas que asseguram a excelência e a legalidade do trabalho. Resultado: os milhões gastos pela empresa em programas e projetos de qualidade, excelência e boas práticas de fabricação descem diariamente pelo ralo do desperdício.

Essas calamidades podem ser anuladas pela própria organização, se sua gestão definir e fizer seguir rigorosamente as corretas práticas de trabalho, se investir no desenvolvimento da maturidade comportamental das equipes e em saudáveis e éticos princípios e valores.

Felizmente, em sua grande maioria, as organizações atuam conforme o figurino, sem permitir a ocorrência dessas calamidades. São as empresas vencedoras - não necessariamente as de maior porte e lucro, mas as de maior ética, melhor clima e aquelas com maior preocupação com seu capital humano. Mas ainda há muita gente que parece esquecer o óbvio: numa empresa ou em qualquer organismo social, nenhum “jeitão” comportamental está acima dos direitos e do bem-estar da coletividade, assim como nenhum “jeitinho” está acima do compromisso com as leis e com a qualidade.

É simples assim.

Candidatos incivilizados: como eles agem?

Fonte: Gutemberg B. de Macedo - Profissional em Foco

Atitudes, comportamentos, palavras e ações incivilizadas são comumente observadas em inúmeros candidatos durante processo seletivo nas organizações.

Ao longo dos anos, em virtude de minhas atividades consultivas, tenho colhido e registrado inúmeras histórias que demonstram de maneira cabal o grau de incivilidade de muitos candidatos.

Essa incivilidade se apresenta com diferentes roupagens: postura deselegante por ocasião da entrevista; respostas ríspidas e incoerentes às perguntas formuladas; mentiras planejadas e bem articuladas, a fim de enganar o entrevistador; invasão do território alheio - deter os olhos sobre relatórios ou informações postos sobre a mesa do entrevistador; atender telefone celular durante a entrevista; solicitar café, chá ou água, antes mesmo de lhe ser oferecido pelo anfitrião; chegar atrasado para a entrevista e alegar como justificativa que ficou parado em congestionamento inesperado; falar mal do ex-empregador ou ex-chefe; tocar com frequência no corpo do interlocutor; interromper o entrevistador enquanto esse discorre sobre o perfil da posição ou outro ponto qualquer; deter os olhos prolongadamente ou virar o rosto para observar o corpo de um(a) colaborador(a) da empresa; nunca enviar um e-mail ou carta de agradecimento ao entrevistador pela oportunidade que ele lhe concedeu de participar do processo seletivo, entre inúmeras outras ações comprovadamente incivilizadas.

Vejamos o comportamento de um profissional incivilizado:

Presidente de empresa nacional de tecnologia pede que sua diretora de recursos humanos que entreviste um amigo pessoal seu para a posição de vice-presidente financeiro, vaga que há vários meses tentava preencher. No dia marcado para a entrevista, a diretora de recursos humanos posicionou o seu automóvel para estacioná-lo em uma vaga a alguns metros de distância de onde estava parado um ônibus que desembarcava passageiros, quando foi ultrapassada por um senhor que lhe roubou a vaga. Ela, educadamente, aproximou-se desse elegante, mas mal educado senhor, e lhe disse: “O senhor não viu que eu estava aguardando o ônibus sair para estacionar o meu carro no lugar onde o senhor estacionou?”

Nesse instante, ele bateu com a chave no capô de seu carro e lhe disse: “Eu não vou tirar meu carro do lugar onde estacionei. Você que se vire!”

Abalada com tamanha grosseria, que veio acompanhada de um xingamento, a diretora deu uma volta no quarteirão e, com certa dificuldade, encontrou nova vaga. Estacionou seu automóvel e se dirigiu para a sua empresa. Ao cumprimentar a recepcionista, essa lhe disse: “Senhora, o candidato com quem a senhora marcou a entrevista para hoje às 9h já chegou. Eu o coloquei na sala de espera.”

A diretora agradeceu e ao olhar para a sala ao lado, percebeu que o indivíduo que estava sentado na sala de espera aguardando-a para a entrevista era o mesmo que há poucos instantes a havia destratado, chamando-a de “perua”.

Ela, sem esboçar nenhum ressentimento, cumprimentou-o e disse que o chamaria a sua sala em alguns minutos. Assim, tão logo ela se instalou em sua sala de trabalho, pediu que a sua secretária o chamasse. O candidato ao se apresentar, lhe disse: “Vim até a sua sala para lhe pedir desculpas pela minha grosseria. Não desejo participar do processo seletivo.” Ao que a diretora respondeu: “Faz muito bem. Até logo.”

Caro leitor, se você se prepara para participar de processo seletivo, não importa para qual empresa ou posição for, recomendo que atente-se para as seguintes sugestões:

  • Comporte-se sempre como um candidato civilizado e sábio. Posicione-se com altivez, autoestima, serenidade, segurança, responsabilidade e muita dignidade.
  • Nunca se esqueça de que nos processos seletivos dos quais participa, todos os holofotes da empresa estão voltados para você. Eles observam e registram absolutamente tudo - sua roupa, sapatos, unhas e barba ou maquiagem; a maneira como você anda, se senta na recepção e na sala de entrevista; como olha ou não para o seu interlocutor; como pergunta, fala e responde; como cumprimenta as pessoas, etc. Tudo está sendo avaliado.
  • Faça um curso sobre civilidade ou leia bons livros sobre o assunto. Vivemos em época da história humana em que os pais devotam pouca atenção ao ensino e a prática da civilidade nos lares. Consequentemente, seus filhos são educados pelos maus amigos e pelas más companhias. Uma pena, visto que eles poderiam evitar inúmeros aborrecimentos e situações embaraçosas ao longo da vida e carreira, se tivessem recebido uma boa educação no berço e na escola. Tenho repetido incontáveis vezes, a sabedoria do jurista baiano, doutor Rui Barbosa, “A suprema santificação da linguagem humana, abaixo da prece, está na educação da mocidade.”
  • Nunca, em hipótese alguma, fale mal de seu ex-chefe ou empregador por ocasião de uma entrevista de emprego. Antes de dizer algo que possa denegrir a reputação de ambos, considere como você reagiria se fosse atingido da mesma forma.

Descubra o que motiva você e seja um profissional mais produtivo

Fonte: Daniela do Lago - Profissional em Foco

O que é motivação? Ação, incentivo, desejo, poder de ir em frente, alguma coisa que precisamos quando não temos, como dinheiro no banco. Bilhões são gastos com motivação todos os anos. São brindes, placas, troféus, prêmios e, naturalmente, bônus em dinheiro para os melhores da empresa. Mas, o que é de fato motivação? Dividindo a palavra ao meio, temos motiv + ação. Motivação é um motivo para agir - uma razão para fazer alguma coisa.

E ter um “motivo para ação” é pessoal, intrínseco e intransferível. Este motivo está dentro da sua cabeça e do seu coração, portanto seus motivos são abstratos, só têm significado para você e esta é a razão pela qual a motivação é algo tão especial. O grande problema é definir os motivos verdadeiros, o que realmente você quer, o que te move para ação, para assim dar significado ao seu dia a dia.

Ela está sempre presente. Pode ser boa ou ruim, no entanto invariavelmente ela está lá. Acontece no momento, não é algo que possamos comprar numa caixa ou numa garrafa e colocar na prateleira. Não existem pessoas desmotivadas. Adolescentes cansados demais para arrumar o quarto numa tarde de sábado estão economizando energia para um encontro a noite. Estão motivados, embora não na direção preferida pelos pais. Todo mundo está motivado.

A sede nos motiva a beber, o cansaço a dormir. A grande questão é: como obter mais motivação nas áreas em que desejamos? Como ficar mais estimulado a buscar realizações profissionais?

Como então conseguir mais motivação no trabalho? A chave para motivação bem-sucedida é o envolvimento individual. Isso significa unir as metas pessoais dos funcionários às metas da empresa. Para vencer no trabalho, todos nós devemos criar uma metodologia em que as pessoas e o negócio estejam intimamente ligados para crescer juntos, com metas comuns ou compatíveis. Para isso, seria interessante observarmos algumas dicas:

1 - O que há aqui para mim?
É uma pergunta viral que está na cabeça de todos os colaboradores quando chegam ao trabalho diariamente. Sempre que se veem numa situação nova em que terão de mostrar seu desempenho, eles formulam essa pergunta. Muitas vezes não a verbalizam porque não querem que o chefe os considere egoístas, encrenqueiros, nem funcionários ruins, no entanto, a pergunta está lá.

Será que seu chefe está atento para percebê-la? Agora, não vale colocar a culpa somente no chefe (lembre-se que a motivação vem de dentro). Confesso que conheço alguns profissionais que estão desmotivados no trabalho, passam o dia reclamando, mas quando são questionados, sequer sabem o que realmente querem e esperam do trabalho. E você, sabe o que realmente quer do seu trabalho?

2 - Por que devo fazer isso?
Essa pergunta é feita por crianças com certa frequência. Pelo menos, até desistirem depois de ouvir centenas de vezes “Porque eu mandei”, o que não chega a ser uma explicação. Quando as pessoas perguntam: “Por que devo fazer isso?” ou “O que há aqui para mim?”, estão tentando se motivar. Estão querendo dizer “Chefe, preciso de ajuda”, “Deixe-me entender melhor o propósito deste trabalho”, “Quero ser motivado!”.

Será que seu chefe está aberto para responder a estas perguntas? E você? Tem o hábito de perguntar as razões antes de sair fazendo um trabalho que não entendeu?

3 - Estímulos diferentes para pessoas diferentes.
Os grandes motivadores podem conseguir que um grupo concretize um único objetivo por diferentes razões individuais. Pense na pessoa que trabalha na sua empresa que mais precisa de motivação. Você a conhece de verdade? Saberia me responder de bate pronto qual o nome do cônjuge dela? Quais são as idades e atividades dos filhos? O que esse colaborador gosta de fazer nas horas vagas? Você sabe em que cargo ele gostaria de estar em sua empresa daqui a 3 anos? Está a par do quanto essa pessoa gostaria de ganhar?

Se você está se sentindo um pouco incomodado, saiba que não estou nem na metade das perguntas. O que quero dizer é que ninguém consegue motivar um estranho de forma eficaz. Sua habilidade pra estimular as pessoas está diretamente relacionada ao seu grau de conhecimento sobre elas e à sua capacidade de combinar os objetivos da empresa com as necessidades e desejos que elas têm. Você precisa saber o máximo possível a respeito de quem quer motivar.

O contrário também é verdade. As pessoas devem saber o máximo a seu respeito e também sobre a empresa. Ninguém pode fazer o que você faz, a não ser que saiba o que você sabe. Não espere que os outros pensem como você, a menos que eles tenham as informações que você possui.

Portanto, mãos à obra!
Esteja aberto para se conhecer plenamente. Pare um pouco agora, pense e avalie até descobrir a essência de seus motivos. Se você já descobriu o seu motivo verdadeiro, então agora dedique a sua vida para conquistá-lo e só assim poderá dizer que é uma pessoa motivada!

Avalie-se depois da entrevista de emprego

Fonte: Gutemberg B. de Macedo - Emprego Certo

Recentemente, maio de 2010, assessorei com absoluto sucesso o diretor geral de grande empresa multinacional alemã em seu processo de transição de carreira. Profissional com 54 anos e com inúmeras dúvidas sobre futuro de sua carreira.

Durante o período em que esteve sob nossa orientação, aproximadamente 40 dias, ele participou de quatro processos seletivos, inclusive na Alemanha, onde foi entrevistado por membros do conselho de administração da empresa que o contratou.

Todas as vezes em que nos sentávamos para discutir e avaliar o seu desempenho durante as entrevistas, ele me dizia: “Ah, Gutemberg, como seria bom se pudéssemos ler a mente de nossos entrevistadores, a fim de saber o que eles acharam sobre o nosso perfil e quais as nossas reais chances de contratação. Essa capacidade, por si só, afastaria de nossa mente muitas de nossas incertezas e, consequentemente, tornaria essa jornada menos dolorosa, insegura e estressante”.

Infelizmente, Deus não nos criou e nos dotou com essa capacidade, apesar de todos os nossos esforços para desvendar a mente de nossos interlocutores. Que pese tamanha deficiência, sabemos que tão logo os candidatos saem das entrevistas, os entrevistadores se reúnem em salas fechadas e em caráter confidencial, a fim de avaliar cada candidato - sua presença e postura, formação acadêmica, histórico profissional, competências mais relevantes, realizações mais notáveis, nível de adequação às necessidades atuais e futuras da organização, potencial, entre outras questões. Em síntese, eles fazem o seu trabalho de maneira crítica, completa e competente - eles determinam quem eliminarão do processo.

Não raro, em decorrência de meu trabalho, encontro inúmeros profissionais que se comportam de maneira displicente em relação a esse assunto, apesar de toda a instrução e orientação transmitidas. Eles vão para a entrevista, porém não fazem nenhuma anotação que os capacite a fazer uma leitura competente e lúcida sobre a mente dos entrevistadores.

É uma lástima tal comportamento, uma vez que é a sua carreira e o seu futuro profissional que estão em jogo e risco. Caro leitor, se você deseja obter sucesso na condução de suas entrevistas - ser contratado - obedeça as seguintes regras:

  • Prepare-se cabalmente para as entrevistas e saiba tudo sobre o modus operandi de um processo seletivo. Estude e pesquise sobre tudo, absolutamente tudo. O candidato mais preparado sempre levará vantagem sobre o despreparado.
  • Escreva em um bloco de anotações todas as perguntas que deseja fazer ao entrevistador durante a entrevista. Não confie em sua memória. Ela pode falhar no momento de pressão e estresse. Uma recomendação: cuidado com as perguntas óbvias e banais. Você poderá passar por tolo.
  • Tome nota de todas as indagações e comentários relevantes feitos pelo seu interlocutor. Essas informações serão extremamente valiosas no momento em que você for avaliar seu desempenho durante a entrevista e preparar a sua carta de agradecimento. Examine-as cuidadosamente.
  • No momento em que você estiver preparando a sua avaliação sobre a entrevista, certifique-se de que tem respostas objetivas às seguintes perguntas: Esta é uma posição nova ou é uma substituição? Quais os motivos que o fizeram deixar a empresa? Qual é o perfil do candidato ideal? Quais serão as suas atribuições mais importantes? Como você descreve o seu futuro chefe e subordinados? Você se sentiu seguro por ocasião da entrevista? O que na sua observação despertou maior atenção e interesse no entrevistador - sua formação acadêmica, ex-empregadores, experiência, habilidade com idiomas, flexibilidade, características pessoais, outros? Quais foram as perguntas mais difíceis de serem respondidas e como você as respondeu? O gerente ou diretor que o entrevistou é a pessoa com quem você verdadeiramente deseja trabalhar? O que diz a sua intuição? Na sua visão, o que o diferenciou de outros candidatos por ocasião da dinâmica de grupo?
  • Certamente, essas perguntas não esgotam o arsenal de questões que podem ser feitas, a fim de ajudá-lo na avaliação de seu desempenho pós-entrevista. Elas procuram apenas conscientizá-lo sobre a sua importância. Se você verdadeiramente se preocupa com o futuro de sua carreira, recomendo que examine todas as coisas, principalmente, você mesmo.

    Caro leitor, um profissional que é senhor de si mesmo e de seu próprio destino tem grande vantagem sobre aquele que é dominado pelos outros ou pelas circunstâncias momentâneas da vida. Portanto, cuide de seu destino ou alguém fará por você de maneira perversa. Faça anotações!

Aprendendo com as diferenças

Fonte: Fátima Motta - Emprego Certo

Ao iniciar este artigo, lembro-me de um fato muito interessante sobre minha carreira na área educacional. Na época, ministrava aulas de pós-graduação, tinha menos de 30 anos e era mais jovem que a maioria dos alunos. Uma noite, ao final da aula, um deles veio falar comigo sobre a decepção de ter uma professora mais nova (ele falava de mim), que não era “uma mestra”, segundo seu modelo mental, ou seja, não era uma “velha sábia”. O tal aluno dizia: Como alguém mais jovem poderia ensinar-me algo? Interessante é que esse aluno terminou o curso afirmando que jamais tinha aprendido tanto — profissional e pessoalmente.

E assim, lembrando dessa época, ocorre-me que o diferente assusta e temos modelos mentais que nos aprisionam a conceitos e valores que nos limitam. O que é um jovem? Alguém com menos experiência, menos sério? Será? Alguém menos profundo, talvez? Apenas alguém muito plugado na tecnologia? O que é um experiente? Alguém que pode ensinar? Que influencia? Que direciona? Afinal, qual é a diferença entre o jovem e o mais velho?

Em função dessas e de outras crenças, por vezes encontro profissionais que levantam as seguintes questões: como liderar pessoas mais velhas? Como aceitar ser liderado por jovens? Certamente pode ser uma experiência muito difícil ou muito enriquecedora, dependendo da escolha que se faça perante o novo, o diferente.

Diante disso, proponho questionar o que se pensa em relação à idade, do jovem ou do mais experiente, como primeiro passo. O segundo é ter predisposição para aprender, sendo líder ou liderado, cada um permanecendo no lugar que lhe cabe, ou seja, assumindo seu papel de líder ou de liderado, independentemente da idade.

Para isso, é fundamental que o liderado reconheça o líder como direcionador, influenciador e referência. Por outro lado, o líder precisa reconhecer suas próprias competências e experiências, assumindo a responsabilidade de orientador e gestor.

Além da responsabilidade, a flexibilidade e a humildade são fatores chave para que ambos possam entender que “necessitam um do outro”, seja para alcançar os resultados, seja para conferir significado e valor ao trabalho.

Sendo flexíveis e humildes podem, ao mesmo tempo, ensinar e aprender, já que essa é a grande vantagem que a diferença traz. Os mais jovens podem imprimir o dinamismo, o conhecimento da tecnologia, a conexão, e os mais experientes colaborar com o conhecimento mais profundo da empresa, do negócio, da estratégia, entre tantas outras trocas que podem se dar no mundo corporativo.

Então, valendo-me mais uma vez de minha experiência como professora, agora me percebo mais próxima àquela “senhora”, tanto valorizada por aquele aluno mais velho que tive. Hoje, tenho certeza que não é mais esse o desejo dos alunos. Pelo contrário, temem ser conduzidos por “velhos” que não entendam que eles podem, sim, fazer várias coisas ao mesmo tempo, que teimem em conduzir as aulas de forma unilateral, sem participação, sem interação, sem vivências, não deem feedback, e os deixem passar ou não, sem justificativas plausíveis. Esse medo repete-se na empresa quando o profissional mais velho é direcionado por um mais jovem.

Por outro lado, quando os jovens são estimulados e desafiados, participam e contribuem, vão além e precisam ser reconhecidos e direcionados para terem mais calma, alinharem-se ao foco e desenvolverem mais profundidade. É com grande orgulho que aprendo com eles a ser mais flexível, compreendo o significado do “me twitta” e a felicidade de conhecer pessoas que me tiram da zona de conforto e me lançam ao novo.

Assim, líderes e liderados, ao entenderem que liderança é relacionamento e resultado, podem resgatar o sentido mais profundo de humanidade, que desconhece barreiras de idade e de diferenças e busca a união pelo objetivo mais essencial, o interesse por construir algo - o legado.

Você já construiu o seu? Como encara as diferenças? Antagônicas ou complementares?

A entrevista é um show e o ator principal é você

Fonte: Gutemberg B. de Macedo - Profissional em Foco

Por que tantos profissionais inteligentes e preparados fracassam na entrevista de emprego?

Falta de preparo? Não. Eles pesquisaram com grande afinco a empresa, estudaram as perguntas habitualmente feitas por entrevistadores e até mesmo simularam com a assessoria de um consultor experiente e o auxílio de uma câmera de filmagem uma entrevista. Aparentemente, tudo estava sobre controle e o sucesso era inevitável.

Falta de formação universitária? Também não. Atualmente, muitos profissionais têm não apenas um diploma de graduação, como também títulos de pós-graduação, mestrado, etc.

Falta de exposição ou experiência internacional? Muito menos. Inúmeros são os profissionais que já trabalharam, estudaram ou visitaram diferentes países. Mesmo assim, não conseguem uma boa colocação no mercado de trabalho.

Fluência em vários idiomas estrangeiros - inglês, espanhol, francês, alemão, japonês? Não. Nos dias atuais, o domínio desses idiomas já se tornou commodity. Portanto, não é fator de diferenciação.

Se essas não são as questões responsáveis pela eliminação de milhares de profissionais em processos seletivos, quais seriam?

Pesquisas conduzidas recentemente pelas revistas Forbes e Business Week concluíram que 7% do sucesso de uma entrevista de emprego é resultado da boa comunicação do candidato - o que ele diz. 55% é baseado em sua linguagem corporal e 38% no tom de sua voz.

O que essas pesquisas nos dizem e nos ensinam?

  • Você pode ser o candidato mais bem preparado, entretanto se não se apresentar impecavelmente para a entrevista - vestido para o sucesso - fracassará redondamente. O estadista inglês, Ph. D. Chesterfield, 1694-1773, Letters, 1745, afirmou: “O modo de se vestir é uma preocupação ridícula. Mas é muito ridículo para um homem não estar bem-vestido”.
  • Você pode ter todo o conhecimento sobre a empresa e o processo seletivo, todavia se não cuidar da sua linguagem corporal e o tom de sua voz morrerá na praia. Cícero, escritor e político romano, 106-43 a.C., em De oratore, III, 59, escreveu: “O rosto é o espelho da alma”.
  • A primeira impressão é extremamente importante e você não deve subestimá-la por qualquer motivo. Na verdade, você tem apenas sete segundos para causar uma primeira boa impressão. F. Von Schiller, escritor alemão, 1759-1805, em Maria Stuart, II, 5, disse: “Todos julgam segundo a aparência, ninguém segundo a essência”.
  • Nada, nada mesmo, resiste a uma personalidade atraente e carismática. Inúmeros são os fatores que contribuem para o desenvolvimento de uma personalidade atraente: aprender a apertar a mão, de modo a expressar um sentimento caloroso de entusiasmo e apreço; vestir-se de acordo com o tipo físico e o trabalho que exerce; cultivar a habilidade de falar com firmeza e convicção, sem jamais agredir o interlocutor; demonstrar civilidade em todas as ações, atitudes e palavras; sorrir sempre, etc.
  • Caro leitor, se você deseja ter sucesso em mercado de trabalho competitivo e exigente, observe as seguintes regras:

    1 - Procure causar uma primeira boa impressão em seu entrevistador nos primeiros sete segundos. É bem provável que não terá uma segunda chance, se não observou essa regra sagrada;

    2 - Apresente-se sempre bem vestido e com uma atitude positiva. Demonstre entusiasmo, energia, autoconfiança e paixão. Aqui vale lembrar as palavras de Waldo Emerson, “Há uma confissão completa no nosso modo de olhar, nos nossos sorrisos, nas nossas saudações e apertos de mão. Os seus pecados o mancham, maculam a boa impressão que ele causa. Não se sabe por que, mas não se confia nele. Seus vícios transparecem nos seus olhos, desfiguram o seu rosto, torcem seu nariz, põem o estigma da fera na sua cabeça e escrevem LOUCO na testa de um rei”.

    3 - Seja um profissional agradável e você lucrará em todos os sentidos. É sabido que nunca nos sentimos tão felizes como quando sabemos que também tornamos os outros felizes. Essa é outra lei sagrada da vida e do sucesso profissional.

    4 - No momento da entrevista evite olhar para os lados, o chão ou o teto da sala. Essa postura poderá sinalizar para o entrevistador que você é um profissional inseguro; nunca fique com os braços cruzados, pois essa postura poderá ser interpretada como uma postura defensiva - talvez desejar esconder algo do entrevistador; coçar ou apertar o nariz. Esse é um tipo de comportamento que é percebido por muitas pessoas como um sinal do que o que você diz não é verdadeiro.

    5 - Ao ser conduzido para a sala do entrevistador, caminhe com os seus ombros arqueados, seus olhos sempre olhando para frente e esboce um leve sorriso nos lábios - o sorriso de um vencedor. Lembre-se que você tem algo especial para oferecer - seu talento, habilidade, conhecimento, experiência, atitude, etc.

    6 - Sente-se confortavelmente na cadeira ou poltrona. Evite balançar as suas pernas ou tamborilar. Isso demonstra insegurança e nervosismo. Resista àqueles comportamentos que podem prejudicá-lo em entrevista.

    Lembre-se mais uma vez: na entrevista de emprego, você é o ator principal. Portanto, brilhe.

    Cultura geral conta para o crescimento profissional

    Fonte: Maurício de Paula - Profissional em Foco

    Não basta apenas conhecermos bem aquilo que fazemos. Na vida profissional, são apresentadas diversas situações onde conta muito ter uma percepção ampliada de tudo o que acontece ao nosso redor. Saber sobre o que está acontecendo no momento atual, ter conhecimento sobre acontecimentos passados, saber como as coisas acontecem em outros países, conseguir fazer comparações entre realidades diferentes, olhar para uma determinada questão sob vários ângulos, ter uma visão dos aspectos sociais, psicológicos e históricos.

    Pode parecer muito complexo, mas não me refiro a conhecimentos aprofundados, mas, sim, à possibilidade de “transitar” por essas vertentes do conhecimento. Não é necessário se tornar um intelectual que busca se aprofundar nesses temas. Mas ter curiosidade e visitar essas linhas do conhecimento que certamente contribuirão muito para o seu desenvolvimento profissional.

    Conhecer um pouco da história do Brasil, por exemplo, é importante para poder falar sobre o que ocorre hoje, fazer comparações, contextualizar acontecimentos, embasar argumentações.

    A pessoa que amplia o conhecimento, enriquece a argumentação, a capacidade de análise e o processo decisório. Os líderes das empresas precisam se sentir seguros com seus colaboradores e, para isso, não podem contar com pessoas que demonstram ser limitadas.

    Vou apresentar algumas dicas simples que você pode adotar ao longo do tempo.

    • Em primeiro lugar, não poderia ser diferente, leia! Não se limite aos livros dos “gurus” e nem aos livros técnicos da sua área. Leia livros que falem sobre os costumes de uma época, que contextualizem as situações dentro de realidades políticas, de costumes de uma geração. Conhecendo a história você compreenderá a origem das coisas e sua formação no modelo atual.
    • Viaje o quanto puder. Viajar ajuda a ampliar a visão. Nas viagens, procure conversar com as pessoas, pergunte muito!
    • Participe de grupos de discussão na internet, existem milhares. Identifique alguns de seu interesse e troque experiências.
    • Assine uma revista. Uma leitura mais generalista é agradável e abre a mente para muitas possibilidades. Recomendo a revista Exame - que traz conteúdo de gestão, marketing, liderança, política, infraestrutura e outros.
    • Assista a muitos filmes, mas não se limite apenas aos filmes de catálogos comerciais. Procure filmes que enriqueçam seu conhecimento, que o faça pensar.
    • Assista a palestras, vá a congressos.

    Reforço, não se trata de investir de forma maçante em tudo isso, mas de inserir essas práticas em sua vida aos poucos e, principalmente, praticá-las com muito prazer. O resultado virá com o tempo!