RESPONSABILIDADE SOCIAL

A União RH MG, preocupada em dar acessibilidade para pessoas com necessidades especiais, alterou o acesso ao escritório de Pouso Alegre – MG, instalando uma rampa e um corrimão em sua entrada.

Com estas modificações, a empresa espera facilitar a entrada de cadeirantes e pessoas com dificuldades de locomoção ao escritório.

Prêmio Sebrae Mulher de Negócios terá 22 finalistas nacionais

Fonte: SEBRAE

Brasília - As finalistas do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios da edição 2009 que serão premiadas em 2010 tiveram motivo especial para comemorar o Dia Internacional da Mulher, neste 8 de março: este ano, ao invés de 20 serão 22 as finalistas, numa situação inédita na premiação.

“Isso ocorreu porque houve empate técnico de duas finalistas em duas regiões”, explica a coordenadora nacional do prêmio, Maria Del Carmem Stepanenko.

O Prêmio é promovido pelo Sebrae em parceria com a Federação das Associações de Mulheres de Negócios Profissionais do Brasil (BPW-Brasil) e Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), com o apoio da Fundação Nacional de qualidade (FNQ).

O objetivo é reconhecer e dar visibilidade às histórias de vida de mulheres que conseguiram superar dificuldades e construir negócios de sucesso, incentivando o empreendorismo feminino.

Lançado em 2004, o prêmio está na sua sexta edição e, considerando a crescente procura, vem atingindo seu objetivo. Ao todo já se inscreveram na premiação 11.701 mulheres. Em 2004 foram 700, em 2005 o número dobrou para 1,4 mil. Em 2006 passou para 1,7 e subiu em 2007 para 2.187; em 2008 aumentou para 2.667 e, em 2009, foram 3.047 concorrentes.

Ao todo já foram premiadas nacionalmente 120 mulheres às quais se juntarão as 22 finalistas de 2009 e que serão premiadas em abril deste ano.

O prêmio tem duas categorias: empresária e negócios coletivos. A premiação tem etapas estadual, regional e nacional. As duas vencedoras na categoria estadual concorrem à seleção regional, quando são selecionadas as 20 finalistas nacionais, duas de cada categoria das cinco regiões brasileiras. Destas saem as duas vencedoras nacionais -; uma de cada categoria.

Elas recebem troféu ouro e ganham viagem internacional. As outras oito primeiras classificadas recebem troféu prata e as dez restantes ganham troféu bronze. As dez primeiras finalistas ainda participam de um seminário sobre gestão, em São Paulo, promovido pela FNQ.

Artesanato, confecção, escola e até agência de casamento estão entre as atividades inscritas na premiação. Entre as finalistas da edição 2006 na categoria empresária, por exemplo, está Sandra Rigler, dona da agência de casamento ‘Par Ideal’, em Curitiba (PR). Para ela, a premiação contribuiu para o reconhecimento e crescimento da empresa que começou há cerca de 15 anos numa época, conta, em que Curitiba ainda era uma cidade muito conservadora especialmente em relação a esse tipo de empreendimento.

“Tive que vencer muitos preconceitos”, diz lembrando que começou a empresa com apenas um empregado fixo. Hoje tem quatro empregados e contrata empresas especializadas para prestação terceirizada de serviços. Para ela, o Prêmio Mulher de Negócios contribuiu para esses resultados, ampliando o conhecimento sobre a empresa e para a redução de preconceitos.

“O Sebrae abre caminhos”, diz. Na sua avaliação, o prêmio é importante para a valorização e o incentivo às mulheres empreendedoras. Mas lembra: “A mulher também tem que ir à luta”, buscar seu objetivo.

Último prazo de inscrição para o curso de comércio exterior da FAI

Fonte: Jornal Domingo

Após dois anos de grande sucesso em Santa Rita e região, o Curso de Extensão em Comércio Exterior da FAI está na reta final das inscrições para formação

O curso de Comércio Exterior é uma realização da FAI em parceria com o Sindicato dos Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (SINDVEL), a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e pequenas empresas (SEBRAE).

Para 2010, o curso apresenta uma nova grade que visa suprir as necessidades básicas do mercado regional, atendendo aos estudos relativos à formação técnica do comércio internacional e aos estudo específicos da atividade comercial externa. O objetivo principal desse curso é formar futuros gestores empresariais capazes de interferir na realidade produtiva, comercial e financeira de empresas que lidam com a exportação.

Segundo o coordenador do curso, professor Públio Júnior, o curso apresenta ferramentas para o aluno se destacar na empresa por meio de ações e idéias inovadoras. O corpo docente é formado por profissionais atuantes no mercado de internacionalização e foca o conhecimento e a prática nas áreas de câmbio, logística integrada, aduana, marketing internacional e da usual exportação e importação de mercadorias e serviços.

Apresentando nível de extensão ou de pós-graduação Latu Sensu (especialização), o Curso de Comércio Exterior é destinado a profissionais graduados ou não de diferentes áreas, incluindo gestores, técnicos, empresários e diretores que atuam ou tenham interesse em buscar conhecimento especializado para a compreensão dos processos de importação e exportação nas empresas.

Com a especialização em Comércio Exterior, o profissional poderá ser um negociador comercial externo, atuando em empresas, organizações nacionais e internacionais, acompanhando a tendência do mercado e facilitando os intercâmbios comerciais.

“O mercado atual demanda soluções mais exigentes, com pensamentos globais, ações locais, postura ativa, conciliando as atividades inovadoras e personalizadas à realidade de cada empresa, que busca profissionais diferenciados e, o nosso papel, é preparar estes profissionais para estas empresas”, ressalta Públio.

O curso tem a duração de aproximadamente um ano e meio. Além das aulas, estudos de caso, exercícios e debates, os alunos participam também de atividades externas como visitas a portos, aeroportos alfandegados, portos secos e palestras com temas atuais proferidas por personalidades expressivas da área de Comércio Exterior.

As aulas acontecem quinzenalmente aos sábados, no campus da FAI. As inscrições do curso de Comércio Exterior podem ser feitas diretamente no site da FAI: www.fai-mg.br. Mais informações pelo telefone (35) 3473-3000.

Inatel oferece cursos gratuitos em programa de integração de aluno

Fonte: Jornal Domingo

Pelo sexto ano consecutivo, o Inatel realiza o Programa de Iniciação à Engenharia, conhecido como PZero (Período Zero), oferecido aos alunos que iniciarão os estudos oficiais somente no segundo semestre.

O PZero tem como objetivo preencher o semestre ocioso que os novos alunos têm até o início das aulas em julho, com atividades de ciências básicas, técnicas, de empreendedorismo e comportamentais, totalmente gratuitas.

O programa começou no dia primeiro de março e se estenderá até maio. Durante esse período, os 22 participantes terão um cronograma que inclui visitas técnicas a empresas do Vale da Eletrônica, como Linear, Sense, MCM e Cirvale, minicursos em diversas áreas, atividades esportivas, workshops, palestras e oficinas, além de aulas de reforço de matemática e física, esta última uma novidade introduzida pelo programa em 2010. Essas aulas, como explica o idealizador do PZero, o presidente da Comissão Permanente do Processo Seletivo, professor Carlos Nazareth Motta Marins, têm o intuito de nivelar o conhecimento dos participantes e facilitar o acompanhamento das disciplinas no início do curso. A programação inclui atividades diárias durante toda a semana.

O programa é coordenado pela Comissão Permanente do Processo Seletivo, que conta com o auxílio de alguns dos núcleos internos de apoio ao aluno do Inatel, como o Núcleo de Orientação Educacional (NOE) e o Núcleo de Empreendedorismo (NEmp), além do Inatel Competence Center, interface do Inatel com o mercado, atuando do desenvolvimento de tecnologias.

Além de ocupar de forma produtiva o tempo desses estudantes, a proposta do PZero é também promover a integração dos participantes com os demais alunos e funcionários e familiarizá-los ao dia-dia da instituição. Os “PZero” podem participar de todos os demais programas oferecidos aos alunos, como o Concurso Melhores Planos de Negócio e o Programa de Milhagem, desenvolvido pelo Nemp, entre outros. Porém, não têm que comprovar rendimento escolar.

Minicurso de Engenharia Biomédica e workshop de Internet

A programação das atividades oferecidas aos participantes inclui o que há de mais atual na área tecnológica ligada à engenharia. Assim, outras novidades do programa em 2010 são o minicurso de Engenharia Biomédica e o workshop sobre Internet, com foco em Realidade Virtual. Os participantes terão ainda minicurso de Introdução a Telecomunicações, TV Digital, Introdução a Redes, Fibra Ótica e Comunicações Móveis. Também estão programados minicursos nas áreas de Liderança e Empreendedorismo e uma oficina de Física, que trabalha experimentos práticos realizados com materiais recicláveis.

O nome do programa é uma alusão aos períodos dos cursos na instituição, nomeados pelos próprios estudantes de P1, P2, P3 (primeiro período, segundo período, terceiro período e assim sucessivamente até P10, último período).

Adolescentes estudam mais e adiam entrada no mercado de trabalho

Fonte: Canal RH

Análises do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que os adolescentes estão entrando mais tarde no mercado de trabalho. O técnico de Planejamento de Pesquisa da instituição Roberto Gonzalez observa que a atual realidade de parte dos jovens – “pouco mais de metade dos homens e de um terço das mulheres”, segundo especifica – tem sido marcada pelo adiamento da entrada no mercado de trabalho. Os números mostram que jovens de 15 a 17 anos têm se dedicado exclusivamente aos estudos e deixado o trabalho para a etapa seguinte da vida, entre os 18 e 24 anos. “Isso está acontecendo e é positivo”, afirma Gonzalez. “Hoje tem menos jovens na faixa de 15 a 17 anos trabalhando ou procurando emprego do que no início da década de 1990.”

Gonzales diz que, como apenas cerca de 10% da população jovem consegue ingressar no ensino superior, não se sabe ao certo se essa mudança tem atingido os níveis de graduação.

Essa e outras pesquisas estão no livro Juventude e Políticas Sociais no Brasil (disponível no site do Ipea –http://www.ipea.gov.br/082/08201004.jsp?ttCD_CHAVE=3150),

lançado recentemente. A obra reúne análises sobre programas voltados para os jovens brasileiros em diversas áreas. Além de abordar aspectos sobre a Política Nacional de Juventude, implantada em 2004, e de fornecer características demográficas dessa parcela da população, a obra traz 12 capítulos que contextualizam esse jovem no universo da educação, da saúde, da assistência social, da cultura, da segurança pública e do trabalho.

A julgar pelo que observa a consultora da Cia. de Talentos Irina Rachitzky Schuchman, o que parece é que, ao menos por enquanto, as coisas permanecem iguais no campo dos estágios e programas de trainee para universitários. “Nos processos que a gente tem feito aqui, não sentimos esse impacto de idade, do pessoal demorar mais para entrar no mercado de trabalho”, informa Irina. “A gente tem alguns dados que mostram que há dez anos o jovem entrava no mercado de trabalho por volta dos 23, 25 anos, e que essa faixa etária até caiu, está entre os 21, 22 anos, que é quando a pessoa está terminando a faculdade.”

Experiências de vida

O último processo seletivo para o programa de trainee da Coca Cola aponta para o mesmo sentido. Segundo Alessandra Nogueira, gerente de RH da empresa, a média de idade das cerca de 14 mil inscrições recebidas ficou em torno dos 22 aos 24 anos. “Não sentimos essa questão de chegada mais tarde no mercado de trabalho”, comenta Alessandra.

Por outro lado, a gerente ressalta que foi surpreendente o nível de experiência de vida dos candidatos. “A minha percepção, e a dos outros entrevistadores, executivos de várias áreas da companhia e que acompanham o processo – todos numa faixa etária entre os 32 e 37 anos – foi de que, quando estávamos na mesma idade deles, nós não tínhamos feito tanta coisa.” E por “tanta coisa”, de acordo com Alessandra, pode-se ler experiências de trabalho fora do país e um algo grau de informação. “É a geração do chamado work experience, ou seja, quando eles viajam, vão trabalhar em várias atividades, alguns até como garçom etc., e aprendem muito com isso”, afirma. “Além disso, eu vejo também que esses jovens estão sabendo usar bem os novos recursos – a internet principalmente – para ficarem bem informados. O que faz com eles aproveitem muito mais as oportunidades.”.

O pesquisador Roberto Gonzalez, do Ipea, retoma dizendo que, no tocante à atitude das empresas que abrem vagas para candidatos mais jovens – ou seja, aqueles observados na pesquisa –, a tendência vem sendo um aumento no grau de exigência. “Cada empresa individualmente está sempre preocupada em compor sua força de trabalho da melhor forma possível”, diz o técnico. “E no caso dos mais jovens, a escolaridade é o mais importante. Porque, por definição, eles têm muito pouca experiência profissional. Logo, a escolaridade pesa mais para eles do que pesaria para outros trabalhadores.

Durante a crise, mulheres ganham espaço no mercado de trabalho

Fonte: Canal RH

Em 2009, um ano de crise, as mulheres ampliaram a ocupação no mercado. O crescimento foi tímido, mas positivo: 0,4 ponto percentual ante 2008, segundo estatísticas divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A realidade das mulheres no mercado de trabalho, porém, ainda está muito aquém de uma desejada igualdade de gênero.

A diretora de Estudos Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Natália de Oliveira Fontoura,explica os impactos da crise sob a perspectiva de gênero. Suas análises comprovam que houve um desaquecimento do emprego formal nesse período, porém os postos de trabalho eliminados foram majoritariamente masculinos centralizados na indústria e construção civil. As mulheres, no mercado formal, foram menos atingidas, pois se concentram em serviços.

Por outro lado, um estudo conduzido pelo Great Place to Work, empresa global especialista em ambiente de trabalho, aponta que em 2009, 43% dos postos de trabalho das 100 Melhores Empresas para Trabalhar são ocupados por mulheres; elas estão em 36% dos postos de liderança, inclusive na presidência de empresas como Brasilata, Byofórmula, Cultura Inglesa, Ericsson, Instituto Itaú Cultural, Laboratório Sabin, Magazine Luiza, Prezunic, Quintiles Brasil e Zanzini Móveis.

O crescimento é considerável se levarmos em conta que em 1997, apenas 11% dos cargos de chefia eram ocupados por mulheres. Segundo o superintendente de Gestão de Pessoas e Qualidade do Hospital Sírio-Libanês, Fábio Patrus Mundim Pena, os números podem ser resultado direto dos princípios de diversidade que têm regido as políticas de responsabilidade social de grandes empresas, como o Hospital Sírio-Libanês, que preserva uma política de contratação calcada na diversidade – sem fazer distinções por cor, raça, credo, gênero ou religião. Segundo Mundim Pena, na empresa a presença dos gêneros está equilibrada e a ascensão das mulheres ocorre ainda de forma mais acentuada no grupo da liderança. “O predomínio é de mulheres, que ocupam 65% das posições”, disse o executivo.

Entre a casa e o trabalho

A pesquisa do IBGE apontou que a participação das mulheres empregadas teve um crescimento contínuo, em 2009, de 43% para 45,1%. A taxa de desemprego entre as mulheres foi de 9,9%, com queda de 0,01% em relação a 2008. Nenhuma novidade para a professora Cecília Sardenberg, presidente do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que esclareceu, em audiência pública sobre a crise econômica e financeira realizada na comissão de Serviços e Emprego da Câmara dos Deputados, que historicamente há um crescimento da participação das mulheres no mercado de trabalho. Segundo seus estudos, entretanto, homens brancos apresentam a menor taxa de desemprego, ao passo que mulheres negras apresentam a maior.

As informações da pesquisadora baiana são corroboradas pelos estudos do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea). A assessora técnica da entidade, Patrícia Rangel, afirma que postos de trabalho ocupados pelas mulheres estão, em grande parte relacionados às atividades antes desempenhadas no interior do domicílio, tais como serviços pessoais, educação, alimentação e saúde que, juntos, ocupam mais de 22% do total das mulheres que trabalham nas diversas regiões metropolitanas estudadas.

Além disso, entre 16% e 21% do total das ocupadas nessas regiões estão diretamente ligadas aos serviços domésticos, como empregadas mensalistas ou diaristas. “A maioria das mulheres fica concentrada no setor de serviços”, comenta.

Para Patrícia, as mudanças no mercado de trabalho e na estrutura familiar ocorridas nas últimas décadas agravaram os problemas da articulação entre trabalho e família. As razões estariam no fato de que soluções privadas envolvem sempre custos individuais e sociais elevados, e as políticas públicas ainda não assumiram as responsabilidades familiares como assunto social. Mas nos últimos anos o equilíbrio entre essas duas instâncias tem recebido interesse mundial. “Tem-se reconhecido que os conflitos entre trabalho e vida familiar produzem efeitos negativos sobre a qualidade de vida das mulheres e das crianças, e também sobre a produtividade e a saúde das trabalhadoras”, diagnostica. Infelizmente, lembra a profissional, esse debate ainda é pouco desenvolvido no Brasil e há poucas medidas de apoio ao equilíbrio entre as demandas do trabalho e da família.

Gestores vão à escola para aprender a brincar e a ser criativos

Fonte: Canal RH

Chega uma hora na vida profissional que fazer o feijão com arroz, para muitas pessoas, já não basta. Começa a surgir uma necessidade urgente de inovar, pôr o talento e a experiência acumulada pra fora; sentir-se preenchida pela sensação de ter feito diferença. O processo não é unilateral. O mundo corporativo, cada vez mais, estimula e cobra esse tipo de atitude. Ou seja, o movimento é bom para os dois lados. “Nada como despertar a criança que existe em cada um e incentivar o processo de criação; todo mundo fica mais feliz”, diz a publicitária Danuza Simotti, 38 anos, formada há dez pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Ela andava meio cansada do ambiente de agência de publicidade – trabalhou nas cinco maiores do País – e, num dado momento, decidiu que tinha de partir para um novo desafio. Viu na proposta que recebeu da Oi FM, para ser gerente Comercial da operadora de telefonia celular, uma oportunidade de dar a virada. Chegou lá e percebeu que não bastava mudar de emprego; era preciso ser agente do processo. Foi buscar informação e encontrou no livro A Arte de Brincar, de Adriana Friedman, um caminho para chegar lá. A autora é uma das coordenadoras do curso de pós-graduação em Educação Lúdica, do Instituto Superior de Educação Vera Cruz.

Danuza, então, foi mais fundo e resolveu beber conhecimento na própria fonte. Matriculou-se no nesse curso e ficou durante um ano e meio exercitando, em salas de aula, a criatividade. “Vivemos em uma época muito impessoal; trocamos e-mails com o sujeito da mesa do lado em vez de de conversar; cada um faz o seu trabalho, sem troca, sem olho no olho”, diz a publicitária. Isso é péssimo, na opinião dela, porque “sem prazer não há envolvimento”. O lúdico entra nos ambientes de trabalho, aprendeu, justamente para resgatar esse sentido de prazer.

O curso, estruturado inicialmente para interessados na área de educação, já formou duas turmas. O pedagogo e coordenador do curso, José Ricardo Grilo, explica que o curso acabou atraindo muito administradores e executivos em cargos de chefia. “O perfil dos integrantes é de profissionais que decidiram recorrer à ludicidade para melhorar a qualidade dos relacionamentos interpessoais no local de trabalho e, assim, criar um ambiente mais humano mais propício à criação”, diz ele.

Sério sem ser sisudo

Hoje em dia, diz ele, o profissional precisa ter em mente a importância de se reinventar e reinventar o mundo. Não há mais espaço no mercado para o sujeito que fica atrás da mesa. Espera-se uma postura ativa e a criatividade tem papel fundamental nisso, uma vez que é ela que impulsiona novas ações.

Segundo Grilo, “é preciso aprender a ser sério sem ser sisudo; deixar sempre um espaço para que relacionamentos e processos envolvidos na rotina de trabalho sejam espontâneos”.

Esse foi um dos aspectos que atraiu para o curso o administrador de empresas e consultor na área de comportamento Adriano Pereira, que, ao presenciar as mudanças positivas na vida de diversos profissionais, quis explorar novas frentes de trabalho. “Essa mudança de postura é importante porque permite a construção de empatia entre os colegas; as pessoas passam a se relacionar de forma mais leve e pró-ativa; o que é fundamental para quem quer crescer profissionalmente”, explica.

Lucila Ricci, consultora em RH do Laboratório de Negócios SSJ, confirma. “É fundamental que cada vez mais profissionais entrem em contato com esse tipo de curso, que traz uma visão teórico-prática de propostas lúdicas e criativas, quebrando as barreiras da formalidade do mundo corporativo. Nas empresas, trabalhamos com o conceito de educação de adultos, que considera o aluno como centro do processo de aprendizagem, considerando suas experiências de vida e propondo um processo de ensino-aprendizado significativo, alinhado com sua realidade e necessidades. E o lúdico entra neste contexto como uma excelente ferramenta metodológica, pois possibilita, quando bem planejado e conduzido, a aplicação deste conceito de educação”.

Além de gerente comercial e publicitária, Danuza, da Oi FM, também é um pouco Departamento de RH. “Por aqui não há um departamento responsável pelas contratações; escolho quem faz parte da minha equipe.” De sua experiência, extraiu uma certeza: “Quero profissionais inventivos, capazes de brincar e de se relacionar de forma espontânea com os demais; quem trabalha mais feliz, trabalha mais tranquilo e produz mais”.

Conheça os sete principais erros na comunicação no trabalho

Por: Karla Santana Mamona - InfoMoney

 

Você já parou para pensar como é a sua comunicação no ambiente de trabalho? Pois saiba que essa análise pode ajudar a evitar diversos problemas com os colegas, a chefia, os clientes e os fornecedores.

 

De acordo com o especialista em comunicação verbal e focada em gestão de pessoas, Reinaldo Passadori, as empresas têm buscado profissionais competentes na comunicação, principalmente na verbal.

 

Ele afirma ainda que, para ter uma comunicação eficiente, é necessário que os profissionais façam uma reflexão sobre a forma que interpretam os fatos, como compreendem o próximo e como tratam as pessoas.

 

Erros de comunicação

Para melhorar a comunicação no ambiente corporativo, é necessário evitar alguns erros. Confira abaixo os sete principais pecados na comunicação que foram listados por Passadori:

 

·         Apatia: o contrário é a empatia, que nada mais é do que a capacidade de se colocar no lugar do outro, compreendendo o nível sociocultural e o temperamento. Ser empático é ser generoso com o outro. Com voz serena, mas firme, pode-se articular palavras com calma, confiança, polidez, o que torna a comunicação mais atraente.

·         Insegurança: profissionais inseguros geralmente se comportam de maneira agressiva, o que pode causar medo e intimidação. Quem se conhece verdadeiramente detém o controle de seus atos, gestos e palavras. Uma pessoa assertiva defende suas ideias e direitos e, ao mesmo tempo, procura aceitar os dos outros, o que deve ser feito!

·         Impaciência: quando se é impaciente, é difícil ensinar e aprender, já que não há espaço para a observação e o intercâmbio de informações. Uma postura sábia requer dar o tempo de maturação necessário aos acontecimentos e também tomar decisões firmes de forma serena, sem ‘atropelos’. 

·         Incoerência: é a diferença entre falar, defender uma ideia, valores ou posição e não seguir os discursos e as ideias apregoados. Esse comportamento desperta desconfiança e descrédito, pois as pessoas acreditam que a qualquer momento o incoerente poderá mudar de lado, sem se importar com os desdobramentos das suas atitudes.

·         Prolixidade: ser excessivamente longo, cansativo e entediante numa conversa ou texto é um dos maiores pecados da comunicação. Geralmente, o prolixo não reconhece que sua expressão é confusa, cheia de palavras repetidas ou sem um significado importante e que os ouvintes não prestam atenção justamente pela falta de objetividade.

·         Ignorância: falta de conhecimento, sabedoria e instrução sobre determinado tema, ou mesmo acreditar em algo falso, não tendo discernimento. Saber que existe mais conhecimento e profundidade em um assunto, porém, não buscar isso. Fazer pouco caso da importância do saber, e agir como se não precisasse do outro. 

·         Arrogância: caracteriza a falta de humildade, alguém que não deseja ouvir, aprender algo que não saiba ou estar no mesmo nível do seu próximo. Contraposta, a humildade é uma das qualidades mais difíceis de exercer. Porém, humilde não significa ser fraco perante a posição que ocupa. Pode-se nascer com essa característica ou trabalhar para adquiri-la. A humildade é saber ouvir, sem passar por cima do outro, é ser reverente e ter conhecimento exato do que não se é.

Sesi-MG transfere conhecimento para a Argentina

A Iveco Latin América sabe muito bem que a qualidade de vida do trabalhador é diferencial competitivo para as empresas no século 21. Por isso, estendeu o serviço de diagnóstico de saúde dos empregados, prestado pelo Sesi-MG às filiais mineiras de Sete Lagoas e Nova Lima, para sua matriz na Argentina. Dois profissionais da instituição foram enviados ao país vizinho para capacitar a equipe que realizará o diagnóstico nas unidades de Buenos Aires e Cordoba. “A ideia é fazer um perfil da qualidade de vida dos trabalhadores em todas as unidades na América Latina. Fato que nos indicará quais ações vão melhor atender às demandas de cada localidade”, explica Gustavo Márcio José Faldanha, responsável de Segurança, Saúde e Meio Ambiente da Iveco para a América Latina.

O Sesi-MG já atendeu, nas plataformas de montagem de Sete Lagoas e Nova Lima, 1,6 mil funcionários da Iveco. “O trabalho prestado pelo Sesi é cada vez mais reconhecido pela indústria mineira”, afirma Danielle Charlotte Presotti, gerente de Projetos Especiais do Sesi. 

Até outubro de 2009 o programa Indústria Saudável atendeu 900 empresas no estado, num total de 120 mil trabalhadores. O objetivo é implantar ações para a redução de absenteísmo, acidentes de trabalho, custos com serviços de saúde, além de estimular o trabalhador na adoção de um estilo de vida mais ativo e saudável.

 

 

Rasurar atestado médico dá demissão por justa causa

Fonte: ASSERTEM

Os juízes da 10ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP) decidiram que, o empregado que rasura atestado médico, pratica ato de improbidade e pode ser demitido por justa causa. O entendimento foi aplicado no julgamento de Recurso Ordinário movido por uma ex-funcionária da TVA Ltda.

Consta do processo que ela foi dispensada por justa causa. O motivo alegado pela TVA foi aadulteração de atestado médico.

A ex-funcionária ingressou com ação na 61ª Vara do Trabalho de São Paulo buscando converter a justa causa em demissão sem justo motivo. Como a vara não acolheu seu pedido, a reclamante recorreu ao TRT-SP alegando que, anteriormente, a empresa havia aceitado o atestado para justificar dois dias de falta no trabalho.

Para o juiz Sérgio Pinto Martins, relator do recurso, a TVA precisava de algum tempo para apurar os fatos. “A empresa não aceitou o atestado de fls. 87, mas foi apurar os fatos para saber se o médico concedeu um ou dois dias de abono”, explicou.

De acordo com o relator, o médico que atendeu a reclamante declarou que concedeu a dispensa somente para o dia 29 de março. “Logo, a justificação da falta não era por dois dias, mas apenas um”.

“O atestado médico foi alterado com o conhecimento da reclamante. O procedimento da reclamante é desonesto, ao apresentar atestado para abonar dois dias de faltas, quando o médico só lhe concedeu um dia de falta justificada”, afirmou o relator, acrescentando que ficou caracterizada a “justa causa de improbidade” para sua demissão.

Por unanimidade, a 10ª Turma manteve a justa causa, negando à ex-empregada da TVA as verbas rescisórias, inclusive o direito de sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e de requer do seguro-desemprego.